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tens�o entre brasileiros e portugueses, aos quais se atribu�a influ�ncia na decis�o do
imperador de praticar aquele golpe de Estado. Apesar da Constitui��o outorgada em mar�o de
1824 ser bastante liberal, os atos do governo eram orientados por princ�pios retrógrados. Só
circulavam os jornais da situa��o, nos quais se identificava uma tend�ncia francamente
favor�vel aos interesses portugueses. Os absolutistas, que nos primeiros tempos tinham se
mantido discretos em suas pretens�es, agora alegavam que os princ�pios constitucionais eram
inaplic�veis e, nas colunas do Di�rio Fluminense, exaltavam a legitimidade de d. Pedro em
detrimento de sua aclama��o pelo povo. A Constitui��o permanecia de fato letra morta, e os
acontecimentos pol�ticos do Brasil e de Portugal continuavam repercutindo uns sobre os
outros.
Nas prov�ncias do norte, as rea��es � dissolu��o da Assembl�ia foram bastante
vigorosas. A C�mara da Bahia, em 18 de dezembro, demonstrou  profundo pesar . Logo em
janeiro, a vila cearense Campo Maior de Quixeramobim n�o apenas se recusou a ratificar a
Constitui��o como declarou o imperante e sua dinastia exclu�dos do trono e convidou o
general Jos� Pereira Filgueiras para organizar um governo republicano. Os principais
governos municipais de Pernambuco, as c�maras de Olinda e do Recife, rejeitaram a
Constitui��o e o presidente nomeado por d. Pedro para aquela prov�ncia. O imperador retirou
a primeira indica��o e nomeou Jos� Carlos Mayrink, mas Olinda e o Recife queriam que o
lugar fosse de Manuel de Carvalho Pais de Andrade. Diante da resist�ncia pernambucana, d.
Pedro determinou o bloqueio do porto do Recife pelo capit�o John Taylor, com o objetivo de
impor o nome de Mayrink.
Os pernambucanos se mantiveram firmes, Mayrink renunciou no final de maio, e Taylor
levantou o bloqueio. Pais de Andrade proclamou a independ�ncia de Pernambuco em 2 de
julho e conclamou as prov�ncias do Nordeste a constitu�rem uma nova na��o: a Confedera��o
do Equador. D. Pedro, em proclama��o datada de 27 de julho, indagava:  O que estavam a
exigir os insultos de Pernambuco? Certamente um castigo, e um castigo tal que sirva de
exemplo para o futuro .
2. Um golpe
contra
lorde Cochrane:
a Confedera��o
do Equador
e a Abrilada
O minist�rio que sucedeu ao de Jos� Bonif�cio era partid�rio dos interesses dos portugueses.
Sintoma dessa mudan�a foi a situa��o em que se viu envolvido lorde Cochrane. Contratado
pelo governo de Jos� Bonif�cio para promover a pacifica��o das prov�ncias do norte,
Cochrane realizou essa miss�o tendo como perspectiva, al�m do pagamento, as presas de
guerra, tal como era pr�tica no tempo e fora acertado com o imperador antes da partida da
esquadra. No entanto, quando Cochrane voltou ao Rio de Janeiro, no final de 1823, encontrou
a cena pol�tica totalmente mudada. Jos� Bonif�cio tinha ca�do, e em seu lugar assumira um
governo mais identificado com os interesses dos portugueses estabelecidos no Brasil ou que
tinham negócios aqui. Aos projetos dessas pessoas  diz lorde Cochrane na memória que
depois escreveu de sua aventura brasileira  era necessariamente fatal a anexa��o das
prov�ncias do norte. As presas de guerra, j� que a guerra fora feita contra os que se opunham �
Independ�ncia  a maioria comerciantes e propriet�rios portugueses  , eram propriedade
dos portugueses. Esses eram os aliados e membros do novo governo.
D. Pedro, livre da tutela de Jos� Bonif�cio, passou a sofrer influ�ncia desse grupo e
mostrava pouca disposi��o para cumprir o que fora acertado pelo ex-ministro. Para facilitar a
conclus�o da paz com Portugal (ou at� mesmo o projeto n�o verbalizado de reunifica��o das
duas Coroas), o novo minist�rio resolveu prolongar a negocia��o criando um tribunal de
presas composto de treze vogais dos quais nove eram portugueses. A comiss�o de presas
votou contra qualquer confisco dos navios portugueses tomados na �ltima campanha. Um
navio foi entregue ao seu reclamante portugu�s com o conte�do que n�o lhe pertencia. Taylor,
que havia participado da miss�o ao lado de Cochrane, foi condenado � perda do dobro de sua
parte da presa em benef�cio dos propriet�rios da embarca��o apresada e sentenciado a seis [ Pobierz całość w formacie PDF ]

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  • Copyright � 2016 Wiedziała, że to nieładnie tak nienawidzić rodziców, ale nie mogła się powstrzymać.
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